A correia dentada sincroniza o movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas. Parece simples, mas se ela romper em movimento, as consequências podem ser devastadoras — e o conserto, caríssimo.
O que acontece se a correia dentada romper?
Quando a correia parte em movimento, as válvulas do motor continuam se movendo sem sincronismo. O resultado quase certo é a colisão das válvulas com os pistões — dano grave ao motor, com custos de reparo que podem superar R$ 5.000.
Intervalo de troca recomendado
O intervalo varia conforme o fabricante, mas em geral:
- Carros populares (motor 1.0, 1.4): a cada 60.000 km ou 4 anos
- Motores 1.6 a 2.0: a cada 80.000 km ou 5 anos
- Motores diesel: a cada 100.000 km ou 5 anos
Sempre consulte o manual do proprietário do seu veículo — o fabricante especifica o intervalo exato.
O que mais trocar junto com a correia?
Aproveite a abertura do motor para trocar também:
- Tensor da correia dentada
- Roletes de guia
- Bomba d'água (em muitos motores, é acionada pela mesma correia)
O custo extra é pequeno comparado à mão de obra que seria necessária para trocar essas peças separadamente depois.
Sinais de que a correia pode estar no limite
- Barulho de "batida" no motor, especialmente a frio
- Dificuldade para dar partida
- Perda de potência ou consumo aumentado
- Correia com rachaduras, ressecamento ou dentes desgastados (visível na revisão)
Dica OrcaCar
Não espere o carro apresentar sintoma — a correia dentada costuma romper sem avisar. Se você não sabe quando foi a última troca, consulte um mecânico para inspeção imediata.